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Charles Spencer publica a história da irmã, Diana, Princesa de Gales

 

O Principezinho celebra 80 anos e há um novo livro de homenagem a Saint-Exupéry



Antoine de Saint-Exupéry foi um escritor, poeta, jornalista e aviador francês, mundialmente conhecido pela obra O Principezinho (Le Petit Prince), uma das mais traduzidas da literatura universal.
Nascido em 29 de junho de 1900, em Lyon, França, Saint-Exupéry desenvolveu desde cedo interesse pela aviação. Nos anos 1920, trabalhou como piloto de correio aéreo, transportando correspondência por rotas perigosas entre a Europa, África e América do Sul. As suas experiências como aviador inspiraram grande parte da sua obra literária, como Correio do Sul (1929), Voo Noturno (1931), Terra dos Homens (1939) ou Piloto de Guerra (1942). Nelas aborda temas como amizade, amor, responsabilidade, coragem, solidão e o sentido da vida.

Regressamos a O Principezinho e àquela que será, talvez, a sua frase mais famosa – “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.” – síntese da visão humanista do autor na figura de um piloto que é forçado a aterrar de emergência no deserto, onde encontra um rapazinho, que se revela ser um príncipe de outro planeta. O principezinho conta-lhe as suas aventuras na Terra e fala-lhe da preciosa rosa que possui no seu astro natal. Acaba, no entanto, por ficar desiludido ao saber que as rosas são bastante comuns na Terra e é aconselhado, por uma raposa do deserto, a continuar a amar a sua rosa rara. O principezinho regressa ao seu próprio planeta, tendo, contudo, encontrado um sentido para a sua vida.

Descolando da ilha da Sardenha a 31 de julho de 1944, em missão de reconhecimento, Saint-Exupéry nunca chegaria ao destino no Sul de França. Restam dúvidas quanto às possibilidades de ter sido abatido, ter tido uma falha técnica ou cometido suicídio. Deixou em terra o manuscrito inacabado de La Citadelle (1948, Cidadela), em que refletia o seu crescente interesse pela política.


Novela Gráfica: Livro de homenagem

A partir de 14 de agosto, chega às bancas a novela gráfica “Saint-Exupéry e a origem do Principezinho”, da dupla Pierre-Roland Saint-Dizier e Cédric Fernandez. Os autores percorrem o caminho deste homem dividido entre a aviação, o jornalismo e a literatura, revelando como as suas experiências, memórias e inquietações deram origem ao universo poético de O Principezinho. Entre o deserto e o céu, entre o perigo e a imaginação, descobrimos o homem antes da lenda.
Uma iniciativa da editora Levoir e do jornal Público, que inclui, no final do livro, um dossiê com imagens da vida de Saint-Exupéry nos Estados Unidos.

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📢Ler artigo completo no Jornal Económico

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WOOK é Novidade? - "A Mais Bela Maldição de Rui Couceiro



A Mais Bela Maldição

 


O que podem ter em comum uma baronesa quase centenária da Toscana, um antigo pescador da Póvoa de Varzim e um condutor de camiões do lixo de Bogotá? Uma profunda e incontrariável ligação aos livros, que os levou a dedicarem-lhes toda ou boa parte das suas vidas.

Depois de dois romances aclamados pela crítica, Rui Couceiro viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura.

Não perca!






NOVIDADE LIVRO: "Pedro Andersson - o regresso do CONTAS-POUPANÇAS"

Contas Poupança

 

Exemplares Autografados

Está a iniciar a sua vida financeira e não sabe
como gerir o orçamento?

Quer comprar casa mas não sabe qual é
o melhor crédito à habitação para si?

As contas continuam a crescer todos os meses
e não sabe para onde vai o seu dinheiro?


O maior educador financeiro do país, Pedro Andersson, tem os melhores conselhos e dicas para descomplicar o mundo das finanças, investimentos e começar a ter mais dinheiro no final do mês.

• Saiba quais os sinais que indicam se está
a entrar em pré-falência.
• Descubra como receber mais IRS e pagar menos IMI.
• Entenda como funcionam os apoios do Estado
e quem tem direito.
• E compensa mesmo ter um carro elétrico?

Um livro prático, com guias passo a passo, para organizar definitivamente as suas finanças.



Do mesmo autor

Contas-Poupança - Como superar a inflação e ganhar com a crise


Contas-Poupança: Como superar a inflação e ganhar com a crise

O preço dos bens essenciais aumenta mas o dinheiro não estica, o que fazer? Andersson tem as melhores dicas para o ajudar nesta fase e ter mais segurança e tranquilidade a nível financeiro.
Contas-Poupança - Vença a Crise com Inteligência e Aprenda Tudo sobre os seus Direitos


 


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NOVIDADE LIVRO: "Estamos Aqui" de David Nicholls

 

Romance Contemporâneo
Estamos Aqui, de David Nicholls
O novo livro do autor bestseller de Um Dia

David Nicholls regressa com uma história comovente sobre segundas oportunidades, sobre perdermo-nos para nos encontrarmos e, acima de tudo, sobre o poder da vida capaz de nos surpreender mesmo nos momentos mais inesperados.


NOVIDADE LIVRO: "O Gato, o Coelho e outros contos tradicionais" de Adélia Carvalho e Anabela Dias

 



O livro escrito por Adélia Carvalho recupera 11 contos de autores dos séculos XIX e XX que retratam histórias passadas de geração em geração através da oralidade. Em declarações à TSF, a autora afirma que, sem retirar a originalidade da história, os contos ganharam uma "nova vida", tendo sido reinventados e adaptados às crianças dos dias de hoje. "Temos de limpar alguns arcaísmos, alguns valores morais de uma certa sociedade que hoje são inadequados. As crianças, nos séculos XIX e XX, provavelmente teriam de ser adultos muito mais cedo. Com as crianças de hoje, felizmente, isso não acontece, prolongámos o pensamento mágico delas durante muito mais tempo e em termos de linguagem também é necessário adequar isso", explica à TSF Adélia Carvalho.


A autora Adélia Carvalho


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👉 Ler também entrevista feita pela PenguinLivros: «Estas histórias foram pensadas em comunidade e para a comunidade» 📚 Partilho um pequeno excerto:

📌Lembras-te de te contarem ou de leres contos tradicionais na tua infância? De que forma foram importantes para ti e/ou para a tua escrita? Qual era o teu favorito (ou os teus favoritos) e porquê?
R: Lembro-me essencialmente do meu avô Francisco que era um grande contador de histórias. Adorava particularmente o conto Corre, corre cabacinha, uma história fantástica de uma velha que conseguiu enganar um lobo, adorava a esperteza da velha no final. Esta história ajudou-me a vencer o medo e a perceber que, em momentos de aflição, devemos sempre encontrar uma solução. Mais tarde, mostrou-me também a importância da linguagem do humor e do nonsense na construção das narrativas.

📌Consideras que existe uma relação entre os contos tradicionais e o sentimento de união e/ou pertença (a uma família, a uma comunidade, a um lugar, a uma história)?
R: Sim, pois são histórias que foram pensadas em comunidade e para a comunidade. São histórias que foram criadas numa época em que não existia televisão, computadores… existia o momento familiar de contarem histórias uns aos outros, e por muitos anos que tenham passado elas ainda carregam essa memória afetiva.


Adélia Carvalho também é proprietária da Livraria Papa-Livros no Porto.

📚 Todos temos um livro que nos marca

 

Olá, 

Todos temos livros que nos marcam. Seja pela história, pelas personagens ou pela altura da vida em que são lidos. 

Com os escritores não é diferente e, nesse sentido, 28 escritores de língua portuguesa partilham com os leitores quais foram as obras literárias que mais os marcaram, num livro editado pela Tinta-da-China, cujos direitos revertem a favor do Mbongi 67, um coletivo artístico da Damaia.

“O que leem os escritores” chega às livrarias no dia 28 de novembro e é uma “carta de amor aos livros” e uma “ode à leitura e às histórias que nos formam”.

O livro nasceu de um desafio lançado pela editora aos autores que publica, para escreverem um texto original sobre um livro que os tenha marcado: aquele a que voltam várias vezes, aquele que os fez descobrir a leitura, aquele que os acompanhou numa viagem especial ou aquele que nunca lhes saiu da cabeça, por exemplo.

O resultado foi um conjunto de textos originais de escritores portugueses e brasileiros, entre os quais se contam A.M. Pires Cabral, Dulce Maria Cardoso, Gustavo Pacheco, Luísa Costa Gomes, Margarida Vale de Gato, Rosa Oliveira ou Rui Cardoso Martins.

Andreia Faria, Antonio Prata, Catarina Gomes, Eliane Robert Moraes, Francisco Bosco, Giovana Madalosso, Natalia Timerman, Paulo Scott, Pedro Mexia, Raquel Nobre Guerra, Ruy Castro, Tati Bernardi, Tatiana Faia, Tiago Ferro e Valério Romão são outros autores que assinam a obra.

A jornalista Ana França, o fotógrafo e artista visual Daniel Blaufuks, a cantora Marta Hugon, o dramaturgo José Maria Vieira Mendes, o político e historiador Rui Tavares e o ator e humorista Gregorio Duvivier são os nomes que completam a lista.

E por aí? Qual é o livro que mais marcou? 

Boas leituras, 

Alexandra Antunes


NOVIDADE LIVRO: "A liberdade não cabe no poema", de vários autores

 

Capa do livro

Esta edição foi feita a pensar em gente que nasceu em democracia. Especialmente na geração mais jovem, a quem a ditadura e a luta pelos direitos civis parecem histórias de um tempo longínquo. Só que o mal passado pode ser o mal futuro, se o ignorarmos.
Esta edição vai do presente ao passado em 50 poemas sobre Liberdade, gravados por adolescentes no áudio que acompanha o livro. São textos para mastigar, para semear memória, para experimentar, através da beleza da literatura, o desafio de uma vida plena e justa.


📢 Notícia avançada pelo jornal Público:
    A vontade antiga de fazer uma edição sobre cidadania para adolescentes levou a que a editora Boca reunisse meia centena de poemas no quinquagésimo aniversário do 25 de Abril. Foco: liberdade. “Mas ela aparece vista de muitos ângulos, tempos e lugares. Antes de mais, queria incluir poemas sobre o Estado Novo e a resistência à ditadura, mas também a emigração, a guerra colonial, a escravatura, porque sinto que a maioria dos adolescentes não tem essa memória histórica”, diz ao PÚBLICO Oriana Alves, depois do lançamento de A Liberdade não Cabe no Poema na Maratona de Leitura da Sertã.
    Oriana Alves conta que, para facilitar a entrada dos adolescentes no livro, ele começa no presente e vai recuando, passando pelo 25 de Abril e pela ditadura. São de adolescentes as vozes que lêem os poemas nos áudios associados aos QRCodes registados no final de cada título.
    “Não houve casting de leitores, são familiares, filhos de amigos, filhos de amigos de amigos. E são prodigiosos. Não os trocava por nenhum dizedor profissional, porque, na sua naturalidade, e às vezes com sentidos inesperados, eles fazem os poemas acontecer. É realmente emocionante ouvi-los.”

👉 Ler notícia completa aqui no Jornal Público. 👈



Novo e último romance do escritor Mario Vargas Llosa, “Dedico-lhe o Meu Silêncio”, é publicado em Portugal

 

o escritor peruano, Mario Vargas Llosa


📢 Notícia avançada por Comunidade Cultura e Arte:

    O escritor peruano Mario Vargas Llosa publica esta quinta-feira em Portugal o seu último romance, “Dedico-lhe o Meu Silêncio”, com o qual encerra a carreira literária como ficcionista, segundo o próprio, que admite escrever apenas mais um ensaio.
    Numa nota no final da obra, Mario Vargas Llosa, de 88 anos, escreve: “Penso que já finalizei este romance. Agora gostaria de escrever um ensaio sobre Sarte [o filósofo francês Jean-Paul Sartre], que foi meu mestre quando eu era jovem. Será o último que escreverei”.
    Dois meses após publicar este romance, Mario Vargas Llosa, que também escreve em jornais, anunciou o fim da publicação das crónicas de opinião que assinou durante 33 anos no jornal espanhol El País. Isto não significa que pretenda parar de trabalhar, antes pelo contrário, como afirmou numa entrevista ao jornal La Vanguardia: “Nunca deixarei de trabalhar e espero ter forças para fazê-lo até o fim”. A justificação apresentada pelo escritor peruano para pôr fim à escrita de romances é admitir que não viverá “tanto para escrever outro livro”.



Capa do livro

SINOPSE
Pode dizer-se que o novo romance de Varga Llosa o devolve aos terrenos da utopia; desta vez, com a música peruana como fio condutor. O protagonista da história, Toño Azpilcueta, é especialista em «música crioula» e descobre um violonista, Lalo Molfino (personagem de Travessuras da Menina Má). O talento do violonista revive o amor de Toño pelas valsas, marineras, polcas e huaynitos, peças enraizadas na música popular do país. A música crioula não é apenas uma marca do país; é muito mais importante: um elemento capaz de provocar uma revolução, quebrando preconceitos e barreiras raciais para unir todo o país.

O romance decorre no início dos anos 90, em plena ofensiva terrorista do movimento comunista Sendero Luminoso. A música revela-se como elo de união de uma sociedade e o virtuosismo de Lalo Molfino seria decisivo. Toño Azpilcueta decide investigar o guitarrista para descobrir como ele se tornou um músico tão excelente.

Assim, viajou pelo Peru até à sua terra-natal, mergulhando nos seus mistérios, na história da sua família, nas suas relações amorosas. É então que tem a ideia de escrever um livro para contar a história da música crioula.

Documental: "Un viaje personal por "LE DEDICO MI SILENCIO", la última novela de Mario Vargas Llosa


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NOVIDADE LIVRO: "Milhares de Palavras" de Tim

Capa do livro

Livro "Milhares de palavras" reúne letras escritas por Tim em quase 50 anos de carreira. Num dos textos que abre o livro, Tim partilha que no início da carreira dos Xutos & Pontapés eram Zé Pedro e Zé Leonel, que pouco depois abandonou o grupo, que escreviam as letras das músicas. Nessa altura, a Tim cabia ajudar nos refrãos, como aconteceu nas letras de Sémen ou Não sou o único. Foi com “estes dois mestres”, Zé Pedro e Zé Leonel, que Tim se aventurou nas letras completas. Quero mais e Toca e foge, incluídas no álbum “78/82”, editado em 1982, foram as primeiras.
“Um belo começo”, considera Tim, que “seguia com atenção” o trabalho de outros escritores de canções, como António Manuel Ribeiro (UHF), Rui Reininho (GNR), Carlos Tê, Pedro Malaquias e, mais tarde, João Monge.

👉 Podemos ler a notícia completa aqui no jornal Observador. 👈



Tim, músico dos Xutos & Pontapés


Wook Novidades POLICIAL & THRILLER






Antes de avançar, deve perguntar a si próprio:

1. Este assassínio é mesmo necessário?

2. Deu ao alvo todas as oportunidades para se redimir?

3. Que inocente sofrerá com as suas ações?

4. O homicídio melhorará a vida de outras pessoas?

Bem-vindo ao Conservatório McMasters, onde o homícidio é uma arte.

WOOK ESPERA?
 

OUTROS DESTAQUES

Nunca Mintas

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Uma mansão remota que pertenceu a uma psiquiatra de renome que desapareceu sem deixar rasto. Uma sala secreta repleta de cassetes com as transcrições das consultas de todos os pacientes. Uma aterradora cadeia de acontecimentos. Uma última cassete que revela toda a verdade...
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Sobram 12 horas na vida de um assassino de mulheres. Mas esta história não é sobre ele. É sobre as mulheres que ainda vivem. Um thriller fascinante que questiona as ideias feitas sobre os assassinos de mulheres e o simplismo com que, amiúde, olhamos para os que chamamos culpados.
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NOVIDADE LIVRO: "Filhos da Chuva" de Álvaro Curia


SINOPSE:
Em Domínio, a chuva não tem fim e os relógios pararam nas cinco da tarde. Numa terra sem tempo, as vidas andam todas desencontradas. Conhecedora dos hábitos de cada um, Muda percorre as ruas, carregada de sacos, distribuindo as compras e uma réstia de normalidade. Aguarda o momento em que se cruza com o filho, Amor, um jovem que vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. Ao largo de Domínio está a Ilha da Fortaleza, onde encontramos Mãe, mulher possessiva, que nunca deixou Filho conhecer o mundo. Mas algo fará com que ele parta e o seu caminho se cruze com o de Amor. Poderá a decisão de um alterar a vida de todos?
Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem.


SOBRE O AUTOR:
Filho de mãe brasileira e pai português, diz-se de nacionalidade atlântica com coração portuense. Trabalhou na RTP2, no JN e na Greenpeace, em Amesterdão. Doutorado em História, ensina cultura e língua portuguesas a estrangeiros, na Universidade do Porto e na Universidade Fernando Pessoa. Com Ludgero Cardoso, fundou em 2019 o Literacidades, conta no Instagram dedicada aos livros, com conteúdos sobre promoção de hábitos de leitura e divulgação literária. Gosta de temperaturas acima de 40 graus, de São Paulo, de Sevilha e de Lucca, e dos seus três cães: Oliver, Lídia e Lucas.

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Álvaro Curia foi convidado da rubrica De A a W do blogue literário Wookacontece, no qual é colaborador regular. Apaixonado por livros, decidiu passar para o lado de lá, e estrear-se como escritor. O seu livro de estreia, Filhos da Chuva, é um romance passado num lugar imaginário, chamado Domínio, que tem a peculiaridade, pesada e nada agradável, de ser uma terra sem tempo, onde a chuva, constante e interminável, marca as vidas dos seus habitantes, todas desencontradas. A capa, brilhantemente ilustrada por Juan Cavia, transporta-nos para lá. Em tal mundo, encontamos culpas e obsessões, mas também coragem. Entramos nesta história com Muda, uma mulher que distribui compras pelas ruas, esforçando-se por manter alguma normalidade na vida dela, e na dos outros. O filho, Amor, vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. E há ainda uma ilha ao largo daquele estranho lugar, onde habita Mãe, uma mulher que controla Filho e o impede de conhecer o mundo. Mas as pernas de Filho cresceram e pedem-lhe que as faça andar. Quando o seu caminho se cruza com o de Amor, algo irá mudar. Quando há muitas vidas em suspenso, é preciso algo que as abane…
Mas o melhor mesmo é darmos a palavra ao escritor: de A a W, Álvaro Curia leva-nos a conhecer esta história que prende e surpreende, entre os pingos da chuva.