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O meu filho trouxe...
Gatos que curam
Sinopse: Embora esteja misteriosamente localizada numa morada incerta, a Clínica da Alma Kokoro pode sempre ser encontrada por quem dela necessita. E já provou inúmeras vezes que um gato prescrito tem o poder de curar as feridas emocionais de todos os seus pacientes.
Prepare-se para conhecer um elenco adorável e irresistível de gatos terapêuticos: de Kotetsu, um Bengal de quatro meses que liberta a sua energia destruindo lençóis, à curiosa Shasha, que não se deixa travar pelo seu tamanho pequeno, e à pachorrenta Menina Michiko, tão macia e reconfortante como um mochi.
Entre os humanos que conhecemos estão uma jovem com problemas com o homem que a ama, um avô recentemente enviuvado eo seu neto que se recusa a sair do quarto, e um ansioso trabalhador num centro de resgate de gatos que procura mostrar como os gatos difíceis podem ser os mais recompensadores.
Este romance comovente e mágico prova o quão eternamente misteriosos os gatos são para nós, apesar de continuarmos a admirar o seu dom especial de transformar as nossas vidas.
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-- Texto escrito com recurso a IA --
HEALING FICTION: O QUE É?

Healing fiction é uma corrente literária de origem asiática que tem por base narrativas simples, de tom positivo e reconfortante, sobre temas como empatia, coragem ou entreajuda. Também é conhecida, em português, como ficção curativa.
O principal objetivo da healing fiction é o relaxamento mental dos leitores, sendo, por isso, uma corrente que apela sobretudo àqueles que tendem a encarar a literatura como uma solução para escapar momentaneamente aos problemas e às pressões do dia a dia.
As histórias de healing fiction evitam enredos complexos e assuntos demasiado negativos ou pesados, apresentando-se através de realismo mágico e de uma linguagem acessível que não obriga a esforços extraordinários de interpretação.
Regra geral, as narrativas centram-se num único espaço físico, uma estrutura comercial de ambiente aconchegante como uma livraria ou um café, onde os personagens se reúnem para partilharem as suas histórias pessoais. Aliás, tanto na Coreia do Sul como no Japão, países onde o fenómeno surgiu e se estabeleceu, os livros de healing fiction tendem a distinguir-se visualmente pelas capas que exibem os edifícios onde a ação decorre.
HEALING FICTION: OS LIVROS QUE ELEVAM O GÉNERO
O GRANDE ARMAZÉM DOS SONHOS
Em abril de 2020, com uma pandemia a afundar o mundo em preocupações, nada melhor do que um romance que nos convidava a fazer uma pausa e a trocar os pesadelos por sonhos. Talvez se explique assim o enorme impacto que este livro da estreante Miye Lee teve entre os leitores asiáticos e porque é considerado um dos grandes impulsionadores da healing fiction.
Centrada num armazém gigantesco que vende os sonhos que preenchem as noites de humanos e animais, a narrativa integra de forma engenhosa o fantástico no mundano. Cada andar do armazém é especializado num tipo diferente de sonho — e não faltam as personagens caricatas, cada qual com a sua própria história.
A PEQUENA LOJA DOS GRANDES MILAGRES
Embora a healing fiction tal como hoje a conhecemos esteja maioritariamente ligada à Coreia do Sul, há quem defenda que as suas bases foram estabelecidas muito antes, com este romance do japonês Keigo Higashino, publicado em 2012.
O livro acompanha três delinquentes que, fugidos da polícia, encontram refúgio numa pequena loja abandonada, outrora detida por um homem famoso pelos sábios conselhos.
Mal imaginam, contudo, que a loja esconde uma magia muito especial e que estão prestes a deparar-se com um pedido de ajuda que não conseguirão deixar sem resposta.
BEM-VINDOS À LIVRARIA HYUNAM-DONG
Os cenários favoritos da healing fiction são, sem dúvida, bibliotecas e livrarias. Afinal, o que pode ser mais aconchegante do que livros?
Neste romance da sul-coreana Hwang Bo-reum, um dos mais aclamados no campo da healing fiction, encontramos uma mulher que decide mudar drasticamente a sua vida e fazer por fim o que sempre sonhou: abrir uma livraria independente em Seul.
Se te interessam especialmente os livros de healing fiction centrados em livrarias e bibliotecas, aproveita também para ler O Destino da Livraria de Kichijoji (Kei Aono), O Que Procuras Está na Biblioteca (Michiko Aoyama) e outro dos grandes precursores do género: Os Meus Dias na Livraria Morisaki (Satoshi Yagisawa), seguido por Uma Noite na Livraria Morisaki.
OS MISTÉRIOS DO RESTAURANTE KAMOGAWA
Sendo a healing fiction um veículo para a partilha e interseção de histórias pessoais, é natural que muitas das narrativas decorram em cafés e restaurantes.
Se estes são cenários que te agradam, podes experimentar ler O Pequeno Restaurante da Felicidade (Ito Ogawa) ou Antes que o Café Arrefeça (Toshikazu Kawaguchi), com De Regresso a Tóquio e Antes que as Memórias Desapareçam. É, contudo, de outro escritor japonês o livro que te vamos aqui recomendar.
Os Mistérios do Restaurante Kamogawa imagina um estabelecimento familiar especializado na preparação de refeições personalizadas, recriações exatas de iguarias que os clientes provaram no passado e que guardam, nos seus sabores, as mais antigas memórias.
A LIVRARIA DOS PEQUENOS MILAGRES
A healing fiction tem-se tornado tão popular nos últimos anos que já começou a conquistar escritores fora da Coreia do Sul e do Japão.
Exemplos desta expansão internacional são a irlandesa Evie Woods e A Livraria Perdida. Ou o inglês Matt Haig, que alcançou um grande sucesso com A Biblioteca da Meia-Noite.
Quem também procurou replicar o tom da healing fiction na sua escrita foi a espanhola Mónica Gutiérrez, que, em A Livraria dos Pequenos Milagres, nos dá a conhecer uma jovem de Barcelona que inicia um processo de redescoberta pessoal a partir do momento em que arranja um emprego numa livraria inglesa.
Artigo publicado originalmente por Estante FNAC.
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ENTREVISTA: À conversa com Piergiorgio Pulixi

Se os Gatos Falassem parece brincar com a fronteira entre o real e o fantástico. Numa frase, como descreveria o livro aos leitores?
O que mais o entusiasmou enquanto escrevia este livro?
Os gatos são personagens centrais e quase “investigadores” por direito próprio. Como surgiu a ideia de lhes dar voz — e até uma certa filosofia felina?
A referência a Morte no Nilo percorre o livro. Como foi envolver-se com um clássico tão icónico de uma forma original e nova?
O livro transforma o cruzeiro num verdadeiro espetáculo literário — com um escritor a terminar um livro em público, leitores a bordo e toda a maquinaria do marketing literário. Era sua intenção criticar o mercado editorial e a pressão da fama?
Qual foi a cena ou momento do enredo que mais prazer lhe deu criar (sem revelar segredos…)?
Se os Gatos Falassem segue A Livraria dos Gatos Pretos, que recebeu o Prix Babelio para melhor romance policial, em França. Como recebeu essa distinção e que impacto teve na sua carreira?
A Livraria dos Gatos Pretos foi descrita como um equilíbrio entre “cozy crime” e suspense intenso, e comparada ao estilo de Agatha Christie ou Peter Swanson. Concorda?
Muitos críticos apontam-no como um dos novos mestres do suspense italiano. Como se sente em relação a isso? Trouxe mais pressão ao seu processo de escrita?
A sua escrita é frequentemente elogiada pela forma como renova o romance policial contemporâneo. Que autores ou tradições literárias mais influenciam o seu trabalho?
Pode revelar alguma pista sobre o que está a preparar a seguir? Há mais gatos detetives no horizonte, ou vai explorar novos caminhos?
AS MINHAS LEITURAS: "Uma Princesa em Fuga" de Lindsay Emory
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Ficha do Livro
Título Original: The Royal Runaway
Editor: Quinta Essência
N.º de Págs.: 336
Ano de Edição: 2019
Classificação: Romance










