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Ficha do Livro
Autor: Henrik Nilsson
Título Original: Natterna, Verónica
Editor: Presença Editora
N.º de Págs.: 126
Título Original: Natterna, Verónica
Editor: Presença Editora
N.º de Págs.: 126
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2010
Classificação: Contos
Ano de Edição: 2010
Classificação: Contos
Sinopse: Esta obra reúne uma série de contos da autoria de um jovem escritor sueco que têm como cenário privilegiado a cidade de Lisboa. São histórias profundamente enraizadas no quotidiano português lisboeta (algumas passadas fora da capital) que extravasam, no entanto, estas fronteiras pela universalidade e dimensão humana dos seus temas - a linguagem, o amor, a morte - que são habilmente entretecidos com situações do dia-a-dia.
Um traço comum aproxima as várias personagens, um certo sentimento melancólico de perda que leva à busca constante de um sentido, de um significado, do que está oculto em cada uma destas vidas. Ou simplesmente a procura do contato humano, de compreensão.
O estilo é livre e elegante, o olhar atento, a prosa rítmica e cristalina são capazes de extrair da banalidade dos dias momentos grandiosos, belos e misteriosos. Uma obra extraordinária que a cada passo nos surpreende com reflexões poéticas e precipícios existenciais.
Comentário
Comprei este livro em agosto do ano passado e só agora peguei nele.
Faz-me bem ler algo fora do meu género literário preferido que é o romance. Os contos, se forem bem escritos, também conseguem fazer-nos passar um bom bocado.
Ora, em relação a estes sete contos que li de Henrik Nilsson sinto uma ligação profunda entre eles, que é o tal sentimento melancólico de perda e a constante procura de um sentido para a vida (referido na sinopse). Gostei de ler os pensamentos metafísicos das personagens, com certeza todos passamos por momentos parecidos que nos fazem questionar tudo e todos, até a nós próprios. Aqui não há um princípio nem um fim, apenas o momento que nos é dado ler... não vemos a evolução das personagens nem a resolução dos seus problemas... nem é isso o mais importante.
O importante é olhar... escutar... sentir... saborear e cheirar o que nos rodeia. A nossa perceção dos sentidos é o mais importante. E claro, as divagações do pensamento.
Gostei particularmente das descrições, enumerações e caraterizações que o autor vai fazendo sobre os locais/sítios e as suas gentes. É engraçado como ele conseguiu apreender tão bem todas essas coisas enquanto viveu em Lisboa.
Este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura e é indicado para maiores de 18 anos.
Desafio Literário
📚Mant'Anual 26 na categoria «Comprei mas ainda não li».
