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| MAY JAMES/EPA |
As livrarias independentes são, muitas vezes, mais do que espaços de venda de livros: são locais de encontro, debate e circulação de ideias. Por isso, notícias sobre a detenção de livreiros ou editores merecem atenção.
Em Hong Kong, a proprietária de uma livraria independente foi detida por suspeitas relacionadas com alegada sedição, num caso que tem sido associado ao reforço das leis de segurança nacional e às crescentes restrições à liberdade de expressão naquele território.
Independentemente das diferentes leituras políticas do caso, a notícia levanta questões importantes sobre o papel dos livros, das livrarias e da liberdade de publicar.
👉Leia a notícia completa no Observador: https://observador.pt/2026/06/25/hong-kong-prende-dona-de-livraria-independente-por-sedicao/
| Estão disponíveis mais de 300 títulos para os visitantes explorarem. |
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| "Não fomos feitos para levantar às 6h para ir para o emprego, não é este o projeto humano." António Alçada Baptista |

Healing fiction é uma corrente literária de origem asiática que tem por base narrativas simples, de tom positivo e reconfortante, sobre temas como empatia, coragem ou entreajuda. Também é conhecida, em português, como ficção curativa.
O principal objetivo da healing fiction é o relaxamento mental dos leitores, sendo, por isso, uma corrente que apela sobretudo àqueles que tendem a encarar a literatura como uma solução para escapar momentaneamente aos problemas e às pressões do dia a dia.
As histórias de healing fiction evitam enredos complexos e assuntos demasiado negativos ou pesados, apresentando-se através de realismo mágico e de uma linguagem acessível que não obriga a esforços extraordinários de interpretação.
Regra geral, as narrativas centram-se num único espaço físico, uma estrutura comercial de ambiente aconchegante como uma livraria ou um café, onde os personagens se reúnem para partilharem as suas histórias pessoais. Aliás, tanto na Coreia do Sul como no Japão, países onde o fenómeno surgiu e se estabeleceu, os livros de healing fiction tendem a distinguir-se visualmente pelas capas que exibem os edifícios onde a ação decorre.
HEALING FICTION: OS LIVROS QUE ELEVAM O GÉNERO
Em abril de 2020, com uma pandemia a afundar o mundo em preocupações, nada melhor do que um romance que nos convidava a fazer uma pausa e a trocar os pesadelos por sonhos. Talvez se explique assim o enorme impacto que este livro da estreante Miye Lee teve entre os leitores asiáticos e porque é considerado um dos grandes impulsionadores da healing fiction.
Centrada num armazém gigantesco que vende os sonhos que preenchem as noites de humanos e animais, a narrativa integra de forma engenhosa o fantástico no mundano. Cada andar do armazém é especializado num tipo diferente de sonho — e não faltam as personagens caricatas, cada qual com a sua própria história.
Embora a healing fiction tal como hoje a conhecemos esteja maioritariamente ligada à Coreia do Sul, há quem defenda que as suas bases foram estabelecidas muito antes, com este romance do japonês Keigo Higashino, publicado em 2012.
O livro acompanha três delinquentes que, fugidos da polícia, encontram refúgio numa pequena loja abandonada, outrora detida por um homem famoso pelos sábios conselhos.
Mal imaginam, contudo, que a loja esconde uma magia muito especial e que estão prestes a deparar-se com um pedido de ajuda que não conseguirão deixar sem resposta.
Os cenários favoritos da healing fiction são, sem dúvida, bibliotecas e livrarias. Afinal, o que pode ser mais aconchegante do que livros?
Neste romance da sul-coreana Hwang Bo-reum, um dos mais aclamados no campo da healing fiction, encontramos uma mulher que decide mudar drasticamente a sua vida e fazer por fim o que sempre sonhou: abrir uma livraria independente em Seul.
Se te interessam especialmente os livros de healing fiction centrados em livrarias e bibliotecas, aproveita também para ler O Destino da Livraria de Kichijoji (Kei Aono), O Que Procuras Está na Biblioteca (Michiko Aoyama) e outro dos grandes precursores do género: Os Meus Dias na Livraria Morisaki (Satoshi Yagisawa), seguido por Uma Noite na Livraria Morisaki.
Sendo a healing fiction um veículo para a partilha e interseção de histórias pessoais, é natural que muitas das narrativas decorram em cafés e restaurantes.
Se estes são cenários que te agradam, podes experimentar ler O Pequeno Restaurante da Felicidade (Ito Ogawa) ou Antes que o Café Arrefeça (Toshikazu Kawaguchi), com De Regresso a Tóquio e Antes que as Memórias Desapareçam. É, contudo, de outro escritor japonês o livro que te vamos aqui recomendar.
Os Mistérios do Restaurante Kamogawa imagina um estabelecimento familiar especializado na preparação de refeições personalizadas, recriações exatas de iguarias que os clientes provaram no passado e que guardam, nos seus sabores, as mais antigas memórias.
A healing fiction tem-se tornado tão popular nos últimos anos que já começou a conquistar escritores fora da Coreia do Sul e do Japão.
Exemplos desta expansão internacional são a irlandesa Evie Woods e A Livraria Perdida. Ou o inglês Matt Haig, que alcançou um grande sucesso com A Biblioteca da Meia-Noite.
Quem também procurou replicar o tom da healing fiction na sua escrita foi a espanhola Mónica Gutiérrez, que, em A Livraria dos Pequenos Milagres, nos dá a conhecer uma jovem de Barcelona que inicia um processo de redescoberta pessoal a partir do momento em que arranja um emprego numa livraria inglesa.
Artigo publicado originalmente por Estante FNAC.
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Por Analita Alves dos Santos, no blogue WOOKACONTE.
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| The Amy Winehouse Band é um septeto em que sobressai a voz da intérprete Bronte Shande |
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| Livrarias partilhadas no Japão |
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| Livraria Castro e Silva Avenida Almirante Reis, 89D, Lisboa Seg-Dom 9h30-20h |
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| Livraria Solidária de Carnide Espaço Boutique da Cultura, Av. Colégio Militar - Lisboa seg-sex: 9h30-13h / 14h30-22h sáb-dom: 10h-13h / 14h-18h |
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| Stuff Out Rua da Quintinha, 70 C - Lisboa seg-dom: 10h-18h |
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| Livraria Inquieta Rua de Campolide, 94 B - Lisboa ter-sex: 10h-19h / sáb. 10h-18h / dom. 10h-17h |
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| Déjà-Lu Pestana Cidadela Cascais - Fortaleza da Cidadela, Av. D. Carlos I - Cascais ter-dom 12h às 19h |
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| Livraria Sá da Costa Rua Garrett, 100 - Lisboa seg-dom: 9h30-24h |
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| Tantos Livros Loja 1: Av. Marquês de Tomar, 1B, Lisboa Loja 2: Rua José Relvas, 15B, Parede (Cascais) seg-sáb: 9h-20h / dom. 10h-14h |
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| Tigre de Papel Rua de Arroios, 25 - Lisboa seg-sex: 10h-19h30 / sáb. 10h-18h |
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| Re-Read Avenida de Roma, 61 B - Lisboa seg-sáb: 10h-19h |
Partilho este artigo de opinião de João Salazar Braga para o Jornal Expresso: «Os maratonistas da leitura: ler muito ou ler bem?» 👇
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