Centenas de livros em português foram enviados para a Lua (e ninguém reparou)
A notícia foi avançada pelo jornal Expresso:
no dia 22 de fevereiro de 2024 a Odysseus, da empresa Intuitive Machines, pousou com sucesso na Lua. Foi notícia por ter sido a primeira nave norte-americana a alunar desde a missão Apollo 17 (1972) e a primeira de uma empresa privada dos EUA.
A sonda levou também consigo um backup do conhecimento humano. A Fundação Arch Mission, que tem como missão preservar e eternizar o conhecimento produzido pela civilização humana, gravou num disco indestrutível “as conquistas da humanidade, a história, a literatura, as línguas, as ciências, as artes, a música, o cinema, as filosofias e as religiões” escreveu online o fundador da fundação, Nova Spivack.
Uma notícia super interessante! 📚🌚
AS MINHAS LEITURAS: "A Pérola" de John Steinbeck
Ficha do Livro
Autor: John Steinbeck
Título Original: The Pearl
Edições: Livros do Brasil
Nº de Págs.: 80
Coleção: Dois Mundos
Ano de Edição: 2016
Classificação: Conto
Sinopse: História comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. História também de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada num conto popular mexicano, A Pérola constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo em que vivemos.
Comentário
É a primeira obra que leio deste autor. O conto está muito bem escrito, admira-me ainda não ter sido adaptado para filme. A dicotomia entre o povo índio e o povo do "homem-branco" é notória através dos pensamentos e ações de Kino e Juana, o casal protagonista.
Recomendo a sua leitura!
Referências
📌 Livro à venda na Wook.
📌 Infos sobre o autor na Infopedia.
📌 Ler artigo «O Olhar de John Steinbeck na adversidade do ser norte-americano» no site Comunidade, Cultura e Arte.
📌 "A Pérola" na Infopedia.
Desafio Literário:
📚 Mant'Anual 2024 na categoria «Leitura de um dia».
NOVIDADE LIVRO: "A Cicatriz" de Maria Francisca Gama
A violência contra as mulheres é precisamente um dos temas de “A Cicatriz”, o quarto livro da autora de 26 anos, editado pela Suma de Letras (uma chancela da Penguin) e lançado a 19 de fevereiro. O processo de escrita começou em abril do ano passado, quando Maria regressou de uma viagem ao Rio de Janeiro. Inspirada pela beleza da cidade brasileira, decidiu que o seu próximo trabalho se ambientaria precisamente ali. “Bebo muito da cultura brasileira. Gosto dos autores de lá, da música, da comida. Reuniu-se um conjunto de fatores que despertou em mim o interesse de contar uma história que se desenrolasse ali”, explica. No fundo, o Rio de Janeiro acaba por ser uma personagem, porque toda a narrativa se “desenvolve com base nas suas características”, acrescenta.
| A autora Maria Francisca Gama |
Maria Francisca Gama começou a escrever aos 10 anos, em cadernos e blogues. O gosto pela literatura sempre a acompanhou — a vontade de escrever ficção surgiu em miúda. “O meu objetivo é contar histórias que nos façam pensar sobre a realidade e, sobretudo, sobre o papel e condição da mulher na sociedade”, revela.
👉 Ler notícia completa aqui no site NIT «“A Cicatriz”: novo livro de Maria Francisca Gama é um fenómeno nas redes sociais».
📚🌹
WOOKACONTECE: Novelas gráficas, por onde começar?
A partir dos anos 70, o meio editorial cunhou o termo NOVELA GRÁFICA para se referir a histórias de banda desenhada mais longas que já não se circunscreviam às tiras diárias, muitas vezes de carácter cómico. A novela gráfica deu espaço aos criadores de banda desenhada para explorarem novas temáticas e novas formas de conjugar imagens e palavras, com narrativas complexas que abordam temas mais adultos.
Dúvidas existissem acerca da influência de Will Eisner no mundo da banda desenhada, bastaria a constatação de que os mais importantes prémios da área nos Estados Unidos foram batizados com o seu nome. Um Contrato com Deus, publicado originalmente em 1978, é frequentemente apontada como uma das obras pioneiras que ajudaram a popularizar o termo novela gráfica. Apesar da quase total ausência dos tradicionais painéis a que o leitor se habituou, a obra de Eisner marca uma viragem retratando, ao longo de quatro histórias com alguns traços autobiográficos, a violência da vida americana.
«É impossível descrevê-lo com precisão e seria impossível realizá-lo em qualquer outro meio que não a BD». A crítica do Washington Post deixa antever, em poucas palavras, a singularidade de uma obra como Maus que se tornaria o primeiro livro de banda desenhada a ganhar um prémio Pulitzer e influenciaria várias gerações de autores como Marjane Satrapi (de quem falamos mais adiante) ou Chris Ware. A partir das memórias do seu pai Vladek, um judeu polaco sobrevivente do Holocausto, e recorrendo a uma imagética próxima da fábula em que os judeus são representados como ratos e os nazis como gatos, Spiegelman cria uma obra incontornável que retrata os horrores da guerra e da barbárie nazi, mas reflete também sobre o peso da memória, a culpa dos sobreviventes e a herança dos que lhes sucedem.
Filipe Melo e Juan Cavia já tinham cativado os leitores desde a sua estreia com As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, mas Balada para Sophie, editado em 2020, catapultou-os para um novo patamar. Com um ritmo cinematográfico e ao longo de mais de quatrocentas páginas – feito invulgar na banda desenhada nacional –, a rivalidade entre dois pianistas de origens distintas prende o leitor numa história comovente sobre ambição, sucesso, música e redenção. Somos parciais, mas esta parece-nos a introdução perfeita para todos os que se querem lançar pela primeira vez na leitura de uma novela gráfica. De preferência com a belíssima Balada para Sophie, composta por Filipe Melo, como música de fundo.
Estamos em 1979, no Irão sopram ventos de mudança. Através dos olhos de Marjane, uma criança rebelde com dez anos, acompanhamos os efeitos da Revolução Islâmica. À medida que a repressão se instala e aos poucos mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, a música rock é declarada ilegal e os bombardeamentos iraquianos começam a fazer parte do quotidiano, a família de Marjane tenta resistir e manter a normalidade possível. Da infância ao final da adolescência, que será passada na Europa para onde é enviada para escapar da guerra, a protagonista cresce sempre dividida entre dois mundos difíceis de conciliar. Com um traço inconfundível e humor, Persépolis, que seria adaptado pela própria Marjane Satrapi para filme em 2007, parte da memória da sua autora para contar uma história de comovente sobre tolerância e liberdade.
De vez em quando aparece um livro que parece gritar-nos uma verdade importante e incontornável sobre o nosso tempo. É o caso de Sabrina de Nick Drnaso.
Uma jovem mulher desaparece um dia após o trabalho. O seu namorado e a irmã vivem dias de angústia até que uma cassete vídeo, enviada às redações de vários órgãos de comunicação social, revela o que aconteceu. As imagens tornam-se virais desencadeando uma onda de paranoia, notícias falsas e teorias da conspiração que coloca as verdadeiras vítimas da tragédia no olho do furacão. Ao leitor, que conhece Sabrina nas primeiras páginas, resta-lhe navegar por entre os destroços. Reflexão arrepiante sobre uma sociedade permanentemente ligada e cada vez mais desumanizada, a obra tornou-se a primeira novela gráfica finalista do Booker Prize.
Com o objetivo de pagar os seus empréstimos estudantis, Kate, tal como muitos outros habitantes da Costa Leste do Canadá antes dela, viaja para o Oeste para aproveitar a corrida ao petróleo em Alberta. Em campos isolados, onde é uma das poucas mulheres entre homens, vai deparar-se com um ambiente duro, onde o trauma é ocorrência quotidiana, mas nunca é discutido. O desenho de Kate Beaton, de uma aparente simplicidade, dá forma a uma narrativa autobiográfica que se torna universal ao abordar as contradições e a complexidade do isolamento, do capitalismo e dos seres humanos em condições extremas. Aclamado pela crítica, Patos foi considerado um dos livros do ano para publicações como a New Yorker, o The Guardian ou a Time, integrou a lista de melhores do ano de Barack Obama e venceu dois prémios Eisner.
📚
Entrevista a Anthony Marra
![]() |
| O autor Anthony Marra |
Anthony Marra (n. 1984, Washington DC) ainda não é um nome na ponta da língua dos leitores portugueses. Mas talvez Domingos no Cinema, editado este mês pela Porto Editora, ajude a fixar o autor. O escritor que esteve em Lisboa o ano passado para uma sessão de conversa na FLAD – e que diz já ter visitado Portugal três vezes, “um dos seus lugares favoritos” –, esteve à conversa com o DN, a partir do Connecticut, sobre este segundo romance publicado no nosso país, depois de O Czar do Amor e do Tecno (Editorial Teorema). Uma entrevista interessante e muito esclarecedora sobre a obra em questão.
Sinopse: Como tantos antes dela, Maria Lagana foi para Hollywood para fugir ao seu passado. Nascida em Roma, onde todos os domingos o pai a levava ao cinema em vez da igreja, Maria acaba imigrando com a mãe para Los Angeles, depois de um gesto inconsequente seu ter levado à prisão do pai e posterior desterro na Calábria.
Escrito com inteligência, sagacidade e profundo rigor histórico, Domingos no cinema é um retrato fiel de Hollywood da década de 1940 e de uma Europa dominada pelos fascismos – o panorama de uma era que lança uma longa sombra sobre a nossa. É uma carta de amor aos pequenos protagonistas da vida.
AS MINHAS LEITURAS: "Fuga para a luz" de Elizabeth Webster
![]() |
| Livros com gipsofila |
Ficha do Livro
Autor: James Herriot
Título Original: Shadow into Sunlight
Edições: Seleções do Reader's Digest
Nº de Págs.: 100
Coleção: Livros Condensados
Ano de Edição: 1991
Classificação: Romance
Sinopse: Caroline sempre viveu para os outros. Durante quinze anos cuidou da mãe acamada, vivendo num mundo restrito e marcado pela doença. Anseia pela liberdade, mas quando o momento chega, falta-lhe a coragem. Então conhece Jon Armorel, um homem em luta contra as suas próprias recordações amargas. Com a ajuda dele, Caroline ousa procurar uma nova vida num mundo novo. Mas mesmo aí as sombras do passado vão continuar a persegui-la até ela ter a energia para se rebelar e as enfrentar.
Comentário
A história é boa. A clausura forçada em que Caroline viveu mexeu-lhe com os nervos após a morte da mãe. O sistema dela foi abaixo, necessita de um reset, de recomeçar. A relação que existia entre mãe-filha era tóxica e ela precisa de um detox.
É interessante como cada um de nós supera os seus traumas, os seus medos.
Na internet não encontro qualquer informação sobre o livro ou a autora. É pena.
Referências
📌 Elizabeth Webster foi membro fundadora de um programa de artes para crianças no Centro de Artes de Cheltenham.
📌 O Parque Nacional de Ichkeul (Tunísia) é um ponto de paragem muito importante para várias espécies de aves migratórias 👉 o cenário idílico da segunda parte do livro.
Desafio Literário:
📚 Bingo Profissão do Herói 2024 na categoria «Jornalista».
Subscrever:
Mensagens (Atom)




