NETFLIX Série: "Um Dia"

 


Acabei de ver esta série baseada num dos meus livros favoritos: "Um Dia" de David Nicholls.
O comentário ao livro e ao filme podem ser lidos no meu antigo blogue aqui.
Quanto a esta nova adaptação, fiquei contente, sobretudo, por não estragarem o fator surpresa. Ao contrário do filme, a série começa tal e qual como no livro, não alterando a ordem das cenas e dos acontecimentos. 👏
O meu conselho é ver um episódio por dia, com calma, para ir degustando. É importante o espetador ter a noção da passagem do tempo, dos anos, e de tudo o que isso implica (envelhecimento das personagens, mudanças tecnológicas e alterações de moda e do estilo de vida em geral). Se os episódios forem visualizados de rajada, essa noção da passagem do tempo pode ficar comprometida. 

Para mais informações, ler os artigos na revista MAGG e no Site NIT.


AS MINHAS LEITURAS: "Pestilência" de Ken McClure

 

Livros com gipsofila

Ficha do Livro

Autor: Ken McClure 
Título Original: Pestilence
Edições: Seleções do Reader's Digest
Nº de Págs.: 140
Coleção: Livros Condensados
Ano de Edição: 1991
Classificação: Romance
Sinopse: Primeiro há um assalto à morgue do Hospital de Skelmore, pouco desaparecem dois cadáveres... Para o Dr. James Saracen é o começo de um pesadelo. À medida que vai desmascarando uma conspiração que envolve a administração do hospital, não é apenas a sua carreira que fica em risco, toda a cidade de Skelmore enfrenta uma catástrofe de proporções aterradoras. Contando com a enfermeira Jill Rawlings como única aliada, Saracen arrisca a vida tentando dominar uma praga virulenta e aparentemente incurável.


Comentário
A história é boa, enquadra-se no género thriller médico.
Só não gostei do autor mencionar o apelido do personagem principal vezes sem conta: Saracen... Saracen... Saracen... Não considero uma boa escolha. E por mais vezes que seja lida continua a não soar bem. Sorry 🙍


Referências
📌 Site Oficial do autor Ken McClure.

»» No livro contém esta informação acerca do autor ««

Ken McClure vive e trabalha em Edimburgo, e foi a própria história da cidade que o inspirou a escrever "Pestilência". Há cerca de sete anos, deparou com um pequeno artigo num jornal local: escavações feitas numa igreja da cidade tinham posto a descoberto restos mortais de vítimas de peste. O jornal apresentava o testemunho de especialistas para descansar a população de que não existia qualquer perigo de terem permanecido naqueles restos humanos vestígios da doença.

Mas o autor ficou a pensar: e se a doença tivesse sobrevivido numa colónia isolada de ratazanas e essa colónia, inesperadamente, fosse perturbada pelo homem? A doença reapareceria e várias pessoas seriam vítimas de uma doença, na sua essência, própria de ratazanas. Embora Ken McClure admita que isso seja uma ocorrência improvável, sugere que não é inconcebível. Existe uma ideia errada de que a peste é uma doença dos tempos medievais, mas todos os anos surgem casos no sudeste asiático. A razão principal para que não se espalhe reside na ficilidade com que pode ser tratada através de medicamentos modernos.

Como bacteriologista, Ken McClure trabalhou em vários hospitais antes de ingressar no Gabinete de Investigação da Universidade de Edimburgo, dedicando-se ao estudo da genética de bactérias. Iniciou-se como escritor em 1983, após uma viagem de estudo a Israel.




Desafio Literário:
📚 Bingo Profissão do Herói 2024 na categoria «Médico».


Em Óbidos, o hotel The Literary Man é o paraíso dos bibliófilos

 


Com 70 mil títulos, The Literary Man, em Óbidos, é, provavelmente, um dos hotéis com mais livros do mundo. Quem o diz é a proprietária Marta Garcia, que cresceu entre estas paredes, que quase foram um convento.
Quem por lá passa pode deixar um livro, trocar por outro ou comprar algum título a preço simbólico. E há obras para todos os gostos e interesses, como livros de história, direito, arquitetura, literatura para crianças, muita ficção e poesia, de autores clássicos e contemporâneos. E tudo em diversas línguas. Os livros encontram-se espalhados por todo o hotel: no salão, onde se pode ler ao calor da lareira, mas também nos corredores, no restaurante (os pratos também têm inspiração literária), no bar de gin, ou na cozinha onde se realizam os showcookings.

👉🏻 Ler artigo completo na revista Evasões 👈🏻



Entrevista a Andriy Lyubka

 

Andriy Lyubka

Andriy Lyubka tem 36 anos. É poeta, escritor e ensaísta. Começou a publicar muito cedo, em 2007, com “Oito Meses de Esquizofrenia”, o seu primeiro livro de poemas. Em 2009 escreveu “O Terrorismo”, em em 2012, “40 Dólares Mais Gorjetas” e “O Assassino”, uma coletânea de contos. O seu primeiro romance, “Karbid”, ficou entre os cinco melhores livros de 2015 da BBC Ucrânia e a tradução polaca esteve na lista de finalistas para o prémio literário Angelus, que distingue obras de autores da Europa Central. Recentemente, recebeu o prémio literário da Fundação Kovalev (EUA) e o Prémio Sheveliov para o melhor livro de ensaios de 2017 na Ucrânia. Neste texto para o Expresso fala de dois anos de sufoco pessoal e coletivo. Diz que já não escreve romances porque “o turbilhão de histórias fazem a ficção capitular perante a realidade”.



🙏

NOVIDADE LIVRO: "Um Preto Muito Português" de Telma Tvon


Capa do livro 


Telma Tvon já escreveu o livro há alguns anos - teve uma primeira edição, em 2018, pela Chiado Editora, e sai agora pela Quetzal "com revisão literária, feita a preceito" - e quando o fez não tinha "a real perceção de como ele [Budjurra] é tanta gente".
A autora luso-angolana aborda, no seu primeiro livro, temas como racismo ou discriminação, através das histórias do dia-a-dia de "Um preto muito português", inspiradas em jovens das comunidades afrodescendentes e imigrantes em Portugal.


A escritora Telma Tvon


Embora o livro não seja autobiográfico, Telma Tvon já viveu alguns dos episódios ali contados. "É a história do nosso dia-a-dia enquanto pessoas negras. Acontece numa coisa tão simples como: estou no comboio, faço um comentário e alguém diz 'não estão bem, vão para a vossa terra'".




📚


AS MINHAS LEITURAS: "Quando os Violinos se Calaram" de Alexander Ramati

Livros com gipsofila


Ficha do Livro

Autor: Alexander Ramati
Título Original: And the violins stopped playing
Edições: Seleções do Reader's Digest
Nº de Págs.: 132
Coleção: Livros Condensados
Ano de Edição: 1985
Classificação: Romance
Sinopse: Novembro de 1942 a Janeiro de 1945: a trágica odisseia de Roman, da sua família e da sua tribo. O holocausto de um povo esquecido pela História. 


Comentário
O autor foi convidado a assistir ao terceiro Congresso Mundial de Ciganos realizado em Gottingen (cidade da alemanha ocidental), em maio de 1981, onde participaram 300 delegados de mais de 20 países. Já há algum tempo que pretendia escrever um livro sobre o holocausto dos ciganos e aquele evento seria ótimo para recolher informações e testemunhos. Aí conheceu Roman Mirga, o protagonista da nossa história, uma história surpreendente e elucidativa.
Eu desconhecia a dimensão da perseguição aos ciganos, fiquei chocada. A 1 de agosto de 1944 foram massacrados, mortos, 4000 ciganos no campo de concentração de Auschwitz.
Este deveria ser um daqueles livros obrigatórios nas prateleiras sobre a II Guerra Mundial.
Recomendo vivamente a sua leitura! 


Referências
📌 Site informativo Romani Dromá - Caminhos Ciganos.
📌 Artigo sobre os ciganos na Wikipedia.
📌 Dia Internacional das Pessoas Ciganas - 8 de abril [Site Eurocid]
📌 Dia Mundial da Língua Romani - 5 de novembro [Site UNESCO]
📌 Adaptação do livro para filme (1988) pelo próprio escritor Alexander Ramati. Filme completo no  Youtube 👇


📌 Logo no início do livro, um militar nazi disse que as Danças Húngaras de Brahms e as Rapsódias Húngaras de Liszt é que eram a verdadeira música cigana. Partilho dois exemplos:




📌 Noma, uma doença que proliferou nos campos de concentração nazis. Ver informação no site Médicos Sem Fronteiras.





Desafio Literário:
📚 Mant'Anual 2024 na categoria «Um livro sobre a I ou II Guerra Mundial».

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