Biblio Felgueiras – Feira do Livro e da Leitura


O mês de abril costuma ser muito querido para os apaixonados por livros, pois comemoram-se datas especiais. As bibliotecas e as livrarias fazem eventos para promover a leitura e celebrar com os autores.
Partilho o cartaz das atividades que serão realizadas pela Biblioteca Municipal de Felgueiras, área onde resido.




Morreu Anne Perry, a homicida adolescente que virou autora de livros policiais

Anne Perry

"Anne Perry, uma escritora policial britânica que ajudou a espancar a mãe de uma amiga até à morte quando era adolescente e foi a inspiração do realizador Peter Jackson para o filme "Heavenly Creatures", morreu em Los Angeles, anunciou sua editora esta quarta-feira. Tinha 84 anos."
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No Diário de Notícias li este artigo que me interessou bastante! Daí a partilha.
Não conheci esta autora nem nenhuma das suas obras, contudo, a sua história de vida impressionou-me. Talvez seja um exemplo do que se deve fazer: dar segundas oportunidades a quem precisa, em vez de castrar uma vida tão jovem.
Deixo o trailer do filme inspirado na sua vida 🎬.






NOVIDADE Livro: "Filipe I de Portugal, o Rei Maldito" de Isabel Stilwell

Narrado a duas vozes, o novo romance de Isabel Stilwell desvenda a luta entre a infanta portuguesa e o Rei de Espanha pela coroa de Portugal, depois da morte de D. Sebastião. Uma história repleta de conspirações e intrigas acerca de um período fundamental e conturbado da nossa História.
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Ainda não li nenhum livro desta autora, mas realmente ela já publicou vários romances-históricos. À primeira vista, e em tom de elogio, parece uma Philippa Gregory portuguesa. Vou ver se me inspiro para ler obras suas.


Portal da Literatura: Livros em Destaque

 


A Rapariga da Cabana

Quando uma mulher consegue fugir do cativeiro em que a têm mantido, o final da história é apenas o princípio do seu pesadelo. Diz chamar-se Lena, como a rapariga desaparecida cator...

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Ferragus

Na Paris do início do século XIX, Auguste de Maulincour é um jovem oficial de Cavalaria que passeia por um bairro mal-afamado quando avista uma bela dama casada, pela qual está sec...

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Plantas Tóxicas, Comestíveis e Curativas

Neste livro junta-se a sabedoria de uma mulher do povo sobre plantas tóxicas, curativas e comestíveis silvestres, uma sábia das ervas, e uma descendente de curandeiros, cientista-e...

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Ser Médico em Portugal

Considerando a realidade actual do sistema de Saúde, é essencial perceber como perspetivam e sentem os médicos, o seu presente e o seu futuro. Este conjunto de textos aqui publicad...

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Natureza Sagrada

Desde o princípio dos tempos, a humanidade maravilhou-se com a natureza e viu o seu lado divino. Nos escritos de grandes pensadores de várias religiões, o mundo natural inspirava t...

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As Primas

A obra-prima de uma escritora catapultada para a fama literária mundial aos 85 anos. A história de uma família em que as mulheres procuram fugir à norma, com ecos de Lucia Berlin, ...

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AS MINHAS LEITURAS: "As Viagens de Gulliver" de Jonathan Swift

 

©Livros com Gipsofila

Ficha do Livro
Autor: Jonathan Swift
Título Original: Gulliver's Travels
Edições: Abril/Controljornal
Nº de págs.: 318
Coleção: Coleção Novis - Biblioteca Visão
Ano de Edição: 2000
Classificação: Literatura Infanto-Juvenil
Sinopse: A narrativa de da viagem de Lemuel Gulliver a Liliput, um reino de anões, alcançou tal êxito que se tornou uma das obras mais lidas da literatura universal. No entanto, ao escrever "As Viagens de Gulliver", Jonathan Swift estaria longe de imaginar que o romance se tornaria um livro para crianças. A verdade é que o relato desta exploração marítima por locais distantes e fantásticos constitui, acima de tudo, uma sátira social e política, com intuitos anti-capitalistas e anti-colonialistas. Swift, por vezes amargamente, põe em causa a ideia de um progresso contínuo que é realizado à custa da opressão dos mais fracos.


Comentário
Gostei muito desta leitura! Confesso que vi primeiro em filme, há muitos anos atrás, e só agora li o livro que me foi recomendado pela minha irmã. Fiquei surpreendida por não falar apenas da viagem a Lilipute, a terra daquela gente pequena, mas sim de várias outras terras por onde Gulliver andou. Que imaginação fantástica o autor teve, gostei mesmo muito! E aconselho vivamente a sua leitura!

Referências
📌 O filme que vi foi esta adaptação de 2010, onde Gulliver é interpretado pelo ator Jack Black.



📌 Também já vi o filme de 1995.

📌 O autor Jonathan Swift refere, na sua narrativa, que no início do século XVIII só os holandeses tinham permissão para entrar no Japão. Facto curioso!




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Este livro conta para o desafio literário Mant'Anual 2023 na categoria «Ler um livro recomendado por um mantólico ou leitor».

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Wookacontece: LIVROS QUE METEM RATOS

No blogue literário da Wook temos umas sugestões muito boas sobre ratos nos livros. A autora deste artigo até diz o seguinte: "Ninguém os quer em casa, mas, por surpreendente que seja, há quem lhes tenha posto alguma graça na escrita. É a maior prova de potencial transformador da literatura: até um rato consegue ser mais do que uma praga." Espreitem, pois, estas preciosidades!

MAUS
Ganhou um Putlizer. Coisa boa para meia dúzia de ratos, que, em geral, de humanos só ganham asco. Aqui, os ratos são homens, e serem homens não os faz menos ratos. Temos a história de Vladek Spiegelman, um judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada ao filho, Art, cartoonista. Publicada em duas partes – 1986 e 1991 –, a obra é hoje considerada um clássico da banda desenhada, talvez porque quem a lê se consegue desligar dos desenhos de focinhos aguçados. Os judeus são desenhados como ratos, os nazis como gatos, mas é cada palavra dos últimos que tem guincho de ratice. O que aparece como fábula – e como metáfora entre presa e predador – não deixa de evidenciar a brutalidade que marcou o século XX.

A RATAZANA
À partida, não lembra ao diabo, mas lembrou a Günter Grass. Ao contrário do anterior, este não tem desenhos, e nem por isso me soube desligar mais da imagem de um rato a correr as ruas. Grass não fez por menos, lançou-se ao livro com a ideia de contar a história do fim da era humana, e quem melhor do que uma ratazana para protagonizar a ação? Num primeiro pensamento, verdade seja dita, qualquer outra ideia pareceria melhor; lido o livro, o que se tem em mãos é imbatível. A ratazana lá vai passando entre os pingos da chuva, espécie que escapa por buracos, que encontra as brechas, que pressente as desgraças, que sobrevive mesmo quando tudo ao vai charco, que sai do navio mesmo antes do naufrágio. Ninguém lhe acha graça, mas ninguém consegue superá-la em dom para a sobrevivência. Ali está ela no livro, acompanhando a Humanidade desde que surgiu, com uma voz – um guincho? – que se faz ouvir sobre as nossas e, aparentemente, depois das nossas também.


HISTÓRIA DE UM GATO E DE UM RATO QUE SE TORNARAM AMIGOS
A literatura é uma nova lente sobre as coisas, e de repente eis a fofura de um rato. Já tínhamos sido enganados pela Disney, que mentiu às crianças dizendo que o Tom era mau e o Jerry bom, e eis Sepúlveda a fazer de um rato um ratinho. No cerne da narrativa, dirigida às crianças, temos Max, que vive em Munique com os pais, os irmãos, e Mix, o seu gato, que o acompanha desde pequeno. Quando Max cresce e se muda, o gato também vai. Na nova casa, já velho, meio cego, o gato de companhia sente enfim a solidão. E um dia, como quem abre as portas para o horror, ouve um pequeno ladrão a sacar-lhe os cereais ao dono. O corpo do gato era velho, mas os instintos estavam lá. Foi só esticar a pata e sentir um rato a tremer. Sob a pena de Sepúlveda, o que podia ser a história de uma caçada breve transforma-se numa fábula divertida sobre a amizade entre espécies. Nada que escandalize, pois claro, quem viu um gato a ensinar uma gaivota a voar.

FIRMIN
Enquanto não fazem nova edição portuguesa, temos esta. E, depois de uma história de amizade entre um gato e um rato, temos uma amizade que acabou: a minha com a de um amigo no dia em que me presentou com isto no meu aniversário. Achei que dar-me um livro sobre um rato só provava o desamor. Depois de ler, lá lhe achei graça, mas já não havia volta a dar. Só alguém sem coração deixa de se compadecer deste rato. Firmin vive o sonho de todos nós, tendo morada numa livraria. Haverá vida melhor do que não pagar renda e olhar para livros todo o dia? O livreiro é, para ele, um grande amigo. Volta e meia, ainda que nunca lhe fale, lá lhe deixa um pratinho com queijo para petiscar. Parece que foram feitos um para o outro, daí que lhe seja inexplicável o que vem lá: o choque de saber que o queijo tem veneno sabe-lhe a traição. O seu amigo estará mesmo a tentar matá-lo? Em vez de um horrendo rato, o leitor vê um coração desfeito. A incompreensão dos motivos pelos quais este mamífero roedor não merece amor faz mossa até ao fim. Coitado do Firmin.