Livraria Lello celebra 120 anos com Ai Weiwei e Dua Lipa numa reflexão sobre censura e liberdade
- O Protesto Silencioso de Ai Weiwei: O novo espaço de arte contemporânea acolhe a instalação "A4", do artista chinês Ai Weiwei. A obra utiliza centenas de folhas brancas e a impressão física dos seus tweets censurados para evocar a resistência e a liberdade de pensamento.
- A Curadoria de Dua Lipa: Numa colaboração inédita com a plataforma Service95 (fundada pela cantora Dua Lipa), nasceu a Manifesto Library. Trata-se de uma biblioteca com cem obras literárias marcantes que, ao longo da história, enfrentaram a censura ou desafiaram o status quo do poder.
- Relíquias na Sala Gema: Este espaço exclusivo e restrito protege o património mais valioso da Lello. Entre os destaques encontram-se a biblioteca pessoal da malograda cantora Amy Winehouse, adquirida recentemente, e dezenas de cartas de amor juvenis escritas pelo Nobel da Literatura Bob Dylan.
Livrarias, liberdade e censura
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| MAY JAMES/EPA |
As livrarias independentes são, muitas vezes, mais do que espaços de venda de livros: são locais de encontro, debate e circulação de ideias. Por isso, notícias sobre a detenção de livreiros ou editores merecem atenção.
Em Hong Kong, a proprietária de uma livraria independente foi detida por suspeitas relacionadas com alegada sedição, num caso que tem sido associado ao reforço das leis de segurança nacional e às crescentes restrições à liberdade de expressão naquele território.
Independentemente das diferentes leituras políticas do caso, a notícia levanta questões importantes sobre o papel dos livros, das livrarias e da liberdade de publicar.
👉Leia a notícia completa no Observador: https://observador.pt/2026/06/25/hong-kong-prende-dona-de-livraria-independente-por-sedicao/
JORNAL DE NOTÍCIAS: "Para onde vão os livros emprestados" - Opinião de Afonso Reis Cabral
"Só áudio": primeira “livraria sem livros” abre em Nova Iorque
| Estão disponíveis mais de 300 títulos para os visitantes explorarem. |
Retratos de Abril - "Alçada Baptista, o escritor dos afetos e emoções"
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| "Não fomos feitos para levantar às 6h para ir para o emprego, não é este o projeto humano." António Alçada Baptista |
CONSULTA ABERTA: “Nas minhas consultas prescrevo Adília Lopes, porque é bonito e porque os meus utentes se vão relacionar”: o papel da arte na nossa saúde.
ESTANTE FNAC: O que é Healing Fiction?

Healing fiction é uma corrente literária de origem asiática que tem por base narrativas simples, de tom positivo e reconfortante, sobre temas como empatia, coragem ou entreajuda. Também é conhecida, em português, como ficção curativa.
O principal objetivo da healing fiction é o relaxamento mental dos leitores, sendo, por isso, uma corrente que apela sobretudo àqueles que tendem a encarar a literatura como uma solução para escapar momentaneamente aos problemas e às pressões do dia a dia.
As histórias de healing fiction evitam enredos complexos e assuntos demasiado negativos ou pesados, apresentando-se através de realismo mágico e de uma linguagem acessível que não obriga a esforços extraordinários de interpretação.
Regra geral, as narrativas centram-se num único espaço físico, uma estrutura comercial de ambiente aconchegante como uma livraria ou um café, onde os personagens se reúnem para partilharem as suas histórias pessoais. Aliás, tanto na Coreia do Sul como no Japão, países onde o fenómeno surgiu e se estabeleceu, os livros de healing fiction tendem a distinguir-se visualmente pelas capas que exibem os edifícios onde a ação decorre.
HEALING FICTION: OS LIVROS QUE ELEVAM O GÉNERO
Em abril de 2020, com uma pandemia a afundar o mundo em preocupações, nada melhor do que um romance que nos convidava a fazer uma pausa e a trocar os pesadelos por sonhos. Talvez se explique assim o enorme impacto que este livro da estreante Miye Lee teve entre os leitores asiáticos e porque é considerado um dos grandes impulsionadores da healing fiction.
Centrada num armazém gigantesco que vende os sonhos que preenchem as noites de humanos e animais, a narrativa integra de forma engenhosa o fantástico no mundano. Cada andar do armazém é especializado num tipo diferente de sonho — e não faltam as personagens caricatas, cada qual com a sua própria história.
Embora a healing fiction tal como hoje a conhecemos esteja maioritariamente ligada à Coreia do Sul, há quem defenda que as suas bases foram estabelecidas muito antes, com este romance do japonês Keigo Higashino, publicado em 2012.
O livro acompanha três delinquentes que, fugidos da polícia, encontram refúgio numa pequena loja abandonada, outrora detida por um homem famoso pelos sábios conselhos.
Mal imaginam, contudo, que a loja esconde uma magia muito especial e que estão prestes a deparar-se com um pedido de ajuda que não conseguirão deixar sem resposta.
Os cenários favoritos da healing fiction são, sem dúvida, bibliotecas e livrarias. Afinal, o que pode ser mais aconchegante do que livros?
Neste romance da sul-coreana Hwang Bo-reum, um dos mais aclamados no campo da healing fiction, encontramos uma mulher que decide mudar drasticamente a sua vida e fazer por fim o que sempre sonhou: abrir uma livraria independente em Seul.
Se te interessam especialmente os livros de healing fiction centrados em livrarias e bibliotecas, aproveita também para ler O Destino da Livraria de Kichijoji (Kei Aono), O Que Procuras Está na Biblioteca (Michiko Aoyama) e outro dos grandes precursores do género: Os Meus Dias na Livraria Morisaki (Satoshi Yagisawa), seguido por Uma Noite na Livraria Morisaki.
Sendo a healing fiction um veículo para a partilha e interseção de histórias pessoais, é natural que muitas das narrativas decorram em cafés e restaurantes.
Se estes são cenários que te agradam, podes experimentar ler O Pequeno Restaurante da Felicidade (Ito Ogawa) ou Antes que o Café Arrefeça (Toshikazu Kawaguchi), com De Regresso a Tóquio e Antes que as Memórias Desapareçam. É, contudo, de outro escritor japonês o livro que te vamos aqui recomendar.
Os Mistérios do Restaurante Kamogawa imagina um estabelecimento familiar especializado na preparação de refeições personalizadas, recriações exatas de iguarias que os clientes provaram no passado e que guardam, nos seus sabores, as mais antigas memórias.
A healing fiction tem-se tornado tão popular nos últimos anos que já começou a conquistar escritores fora da Coreia do Sul e do Japão.
Exemplos desta expansão internacional são a irlandesa Evie Woods e A Livraria Perdida. Ou o inglês Matt Haig, que alcançou um grande sucesso com A Biblioteca da Meia-Noite.
Quem também procurou replicar o tom da healing fiction na sua escrita foi a espanhola Mónica Gutiérrez, que, em A Livraria dos Pequenos Milagres, nos dá a conhecer uma jovem de Barcelona que inicia um processo de redescoberta pessoal a partir do momento em que arranja um emprego numa livraria inglesa.
Artigo publicado originalmente por Estante FNAC.
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Barómetro WOOK – Hábitos de Leitura 2024
• Quem lê e quanto lê
WOOKACONTECE: "A síndrome do livro da mesa de cabeceira"
Por Analita Alves dos Santos, no blogue WOOKACONTE.
Jornal de Notícias: "Amy Winehouse - espólio na Livraria Lello e música em Lisboa e no Porto"
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| The Amy Winehouse Band é um septeto em que sobressai a voz da intérprete Bronte Shande |
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Jornal PÚBLICO: "Partilhar estantes é uma forma de salvar livrarias no Japão (e vender livros mais interessantes)"
| Livrarias partilhadas no Japão |
VISÃO SE7E: "Livrarias em segunda mão: 9 moradas que põem os livros manuseados a circular"
Preços acessíveis, títulos e autores inusitados, edições recentes e obras que já saíram de circulação. De tudo isto se fazem estas 9 livrarias em Lisboa e Cascais, que dão uma nova oportunidade aos livros manuseados.
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| Livraria Castro e Silva Avenida Almirante Reis, 89D, Lisboa Seg-Dom 9h30-20h |
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| Livraria Solidária de Carnide Espaço Boutique da Cultura, Av. Colégio Militar - Lisboa seg-sex: 9h30-13h / 14h30-22h sáb-dom: 10h-13h / 14h-18h |
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| Stuff Out Rua da Quintinha, 70 C - Lisboa seg-dom: 10h-18h |
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| Livraria Inquieta Rua de Campolide, 94 B - Lisboa ter-sex: 10h-19h / sáb. 10h-18h / dom. 10h-17h |
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| Déjà-Lu Pestana Cidadela Cascais - Fortaleza da Cidadela, Av. D. Carlos I - Cascais ter-dom 12h às 19h |
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| Livraria Sá da Costa Rua Garrett, 100 - Lisboa seg-dom: 9h30-24h |
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| Tantos Livros Loja 1: Av. Marquês de Tomar, 1B, Lisboa Loja 2: Rua José Relvas, 15B, Parede (Cascais) seg-sáb: 9h-20h / dom. 10h-14h |
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| Tigre de Papel Rua de Arroios, 25 - Lisboa seg-sex: 10h-19h30 / sáb. 10h-18h |
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| Re-Read Avenida de Roma, 61 B - Lisboa seg-sáb: 10h-19h |
É interessante conhecer estes espaços e os seus fundadores. É sinal de que os livros ainda têm importância na nossa sociedade. E enquanto assim for, estaremos todos bem. 👉 LER ARTIGO COMPLETO AQUI. 📰
BiblioLED, um serviço online de empréstimo de livros eletrónicos
O catálogo inicial é constituído por "uma coleção nacional de 1500 títulos disponibilizada a todas as bibliotecas da RNBP e por 25 coleções regionais apenas acessíveis aos utilizadores em cada Rede Intermunicipal e Rede Metropolitana de Bibliotecas".
Os conteúdos disponíveis, em formato de livro digital e de audiolivro, com títulos de ficção e não ficção, são maioritariamente em língua portuguesa, indica a DGLAB.
O serviço vai estar permanentemente acessível - 24 horas por dia, sete dias por semana - por meio de 'smartphones', 'tablets', leitores 'online' e 'e-readers', a partir de qualquer lugar, sendo possível "ajustar o modo de leitura para maior conforto, modificando o tipo e o tamanho da letra, o espaçamento entre linhas e a cor do fundo".
Para aceder, basta ao leitor estar inscrito numa biblioteca municipal da RNBP, que tenha aderido ao serviço da BiblioLED.
Os maratonistas da leitura: ler muito ou ler bem?
Partilho este artigo de opinião de João Salazar Braga para o Jornal Expresso: «Os maratonistas da leitura: ler muito ou ler bem?» 👇
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A tecnologia pode ganhar em muita coisa, mas a febre das livrarias ainda existe
Eleição de Trump é "o fim de um sonho para uma América de maior igualdade". Vontade de deixar o país é "bastante grande"
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