A Carteira, um romance imediatamente cativante, feminino e empoderador, inspirado na bisavó da autora.
Anna não vai à igreja, é dona do seu nariz, diz o que pensa e nunca se irá vergar às leis e costumes que oprimem as mulheres. Para espanto de todos, em 1935, decide concorrer ao lugar de carteiro e torna-se a primeira mulher a distribuir correspondência. Na verdade, será muito mais do que isso.
Retrato familiar e de época, este romance é, sobretudo, a história de uma mulher extraordinária e a prova de como uma só pessoa, cheia de alma e coração, pode fazer a diferença nas alegrias e tristezas de tanta, tanta gente.
Sentada no pequeno lounge do seu quiosque, cheio de almofadas e puffs coloridos, Ana conta-nos que este “é um projeto literário concebido em torno de histórias motivacionais, que mostrem ao leitor que a mudança é sempre possível.” Mas a À/Parte não se limitará às histórias contadas em página, quer, a partir delas, construir um universo de experiências, que passe por workshops, sugestões de viagem, receitas gastronómicas relacionadas com os livros, bem como dicas para visitas a exposições ou idas ao cinema. Para isso, cada livro terá um marcador com um QR Code, que dará acesso a todo conjunto de atividades.
Nos planos de Ana Pimentel e Sara do Ó está também a realização de cursos temáticos em torno de livros seus ou de outras editoras. O primeiro será sobre empreendedorismo e a proposta é pôr as pessoas a ler cinco livros, que depois discutirão com especialistas na área. Mas não se pense que as discussões se farão apenas em torno de obras científicas ou de referência. “Também proporemos títulos de ficção, até porque há personagens que são autênticos líderes. Uma boa obra de ficção pode ser tão transformadora como um bom título de Gestão ou de Psicologia, senão mais.”
Mas há muito mais previsto, como as consultas de biblioterapia ou os diários de leitura, que são caderninhos, em que o leitor é convidado a dizer que sentimentos lhe despertou este ou aquele livro ou com quem gostaria de partilhar tais impressões. Também estará disponível, no quiosque da editora, um questionário para traçar um perfil do leitor. “Partimos de uma base de dados de 90 obras que fazem sentido em alturas diferentes da vida e as pessoas podem responder as vezes que quiserem”, diz ainda Ana Pimentel.
O propósito de todas estas iniciativas será “atrair mais pessoas para a leitura. Apesar dos números estarem a crescer, é preciso fazer muito mais para que o próprio mercado cresça e, assim, possam diminuir os custos de produção do livro, o que diminuirá também o seu preço de capa”.
Milhões de portugueses leram centenas de vezes o seu nome. Tornou-se uma marca e enriqueceu. E dezembro de 2023 morreu e não houve uma notícia sobre o assunto. Catatau era o seu nome.
Eu e o meu marido acabamos de ver esta série espetacular para quem é amante dos livros! 😍
"Lupin" é uma adaptação dos livros de aventuras escritos por Maurice Leblanc sobre o ladrão mais cavalheiro do mundo: Arséne Lupin. Desconhecíamos completamente esta personagem literária assim como o seu autor, mas ficamos fãs. Adicionámos à nossa booklist estes livros:
No blogue literário da WOOKpodemos ler este artigosobre os livros que originam filmes e chamam novos leitores, que neles descobrem muito mais do que aquilo que uma adaptação aos ecrãs, por fantástica que seja, consegue mostrar. Porque quando lemos criamos uma sessão que é só nossa, damos corpo às personagens da forma que mais gostamos, prolongamos as cenas que mais nos tocam, tornamo-nos amigos ou confidentes do narrador, … Mas como é bom ver aquelas histórias que conviveram connosco ganharem vida no corpo e na voz de atores, em enquadramentos que nos dão novas perspetivas, em cenários que nos fazem querer viajar!
Por isso, descubra connosco histórias que passaram – tão bem – das páginas para os ecrãs. Estas são algumas das melhores, dentro de vários géneros, que estrearam recentemente.
Provavelmente já terá visto o filme, mas agora há toda uma série baseada neste fantástico thriller centrado em Tom Ripley, o anti-herói que tenta estar sempre um passo à frente dos seus credores e da lei. Um convite para uma viagem à Europa parece uma oportunidade de recomeçar, mas nem sempre as coisas correm como esperado. Ripley ambiciona ter dinheiro, sucesso e uma boa vida, e quando a sua nova felicidade é ameaçada, ele mostra-se capaz de tudo, até de matar, com uma frieza e um calculismo que, no mínimo, arrepiam.
Na nova série, Andrew Scott interpreta o Ripley na adaptação em oito partes de O Talentoso Sr. Ripley (o primeiro volume de uma série de romances conhecidos como Ripliad). A autora, a genial Patricia Highsmith, consegue fazer-nos sentir que estamos dentro da cabeça de um sociopata. De tal forma constrói bem a personagem de Ripley, que o leitor dá por si a torcer por ele, esperando que saia ileso.
Data estreia/Plataforma: Já disponível (Netflix)
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Com este nome, percebe-se logo que há uma história por detrás desta. Se não viu a série na TV, está com sorte, porque pode entrar neste mundo romântico pelos livros!
A jovem Penelope Featherington sofre de amores pelo esbelto e cobiçado Colin Bridgerton há não um, nem dois, mas sim dez anos! Os seus dias passam num enfado, animados apenas pela paixão que guarda para si. Ela, que pensava saber tudo sobre Colin, nem desconfia o que a sorte lhe reserva. Ele, farto de ser julgado como mulherengo fútil e de estar longe de casa, no estrangeiro, decide regressar a Londres. Não contava era ficar com a cabeça à roda por causa de Penelope, que decide tomar a vida pelas rédeas. E já era sem tempo, dizemos nós.
Agora na terceira temporada, a série televisiva Bridgerton acompanha as aventuras de oito irmãos, membros de uma família aristocrata inglesa, na sua busca por amor. As duas temporadas iniciais adaptaram os livros O Duque e Eu e O Visconde que Me Amava, leituras capazes de provocar ainda mais sensações do que as séries televisivas.
Os mundos Young Adult dos romances de John Green tendem para o dramático, em modo expansivo, com grandes oscilações, emoções, mistérios e sonhos. Em Mil Vezes Adeus, assim é: Aza, uma jovem de 16 anos, esforça-se por viver cada dia o melhor que consegue, apesar de sofrer de transtorno obssessivo compulsivo, e acabar por não fazer tudo o que gostaria, por pensar demasiado nas coisas. Mas acaba por se ver envolvida numa investigação sobre o desaparecimento de um bilionário, com a sua amiga Daisy. E, quando se apaixona, é muito graças à amizade, mas também à sua determinação, que vai fazer tudo para não desistir de coisas tão simples como beijar alguém sem recear os milhões de micróbios que poderia apanhar. Parece cómico, mas é serio, tão sério como as outras histórias de John Green que já encantaram multidões: A Culpa É Das Estrelas (adaptado a filme) e À Procura de Alaska (adaptado a minisérie de TV). Pronto para verter uma lágrima? Vá, agarre já no livro!
Por causa de um poema, um tribunal bolchevique condena o conde Aleksandr Rostov a prisão domiciliária por tempo indeterminado, no sumptuoso Hotel Metropol. O ano de 1922 é um bom ponto de partida para uma epopeia russa, vivida a partir do átrio de um grande hotel que, com os seus costumes e rotinas, é um mundo em si mesmo. Despejado da sua luxuosa suíte, o conde é confinado a um quarto no sótão, de onde observa a dramática transformação da Rússia, que se reflete também no microcosmos do hotel – os seus magníficos salões de baile são agora pisados pelas pesadas botas dos camaradas proletários. O conde, astuto e apaixonado pela beleza, consegue sobreviver graças às amizades que vai construindo no hotel. Como o tempo que nos apresenta, este livro é uma obra épica e de escrita apaixonada e elegante.
A série, atrevemo-nos a dizer, faz juz ao livro, a começar pela escolha do ator que se transfigura na personagem de Aleksandr, Ewan MacGregor. Neste caso, poderemos concordar que livro e ecrã se complementam magistralmente.
Um romance inebriante na linha de Annie Ernaux e Rachel Cusk, sobre uma mulher que, ardendo de febre, recorda as pessoas importantes do seu passado. Uma mulher está de cama com fe...
Pouco depois de atingir os oito meses de gravidez, anunciam a Alina que a sua filha não irá sobreviver ao parto. Ela e o companheiro embarcam então num processo doloroso, e ao mesm...
«Compreendi que tinha de escrever o livro que o leitor agora lê antes de poder passar a qualquer outra coisa. Escrever seria a minha maneira de possuir o que acontecera, assumir o ...
Um livro poderoso e emocionante que explora a vida erótica, emocional e intelectual de treze mulheres de idade, escrita por uma psicoterapeuta à beira de completar oitenta anos. De...
Este segundo romance de Hermann Hesse, narrativa em boa parte autobiográfica, segue a vida do jovem Hans, um rapaz inteligente e promissor que tenta corresponder às exigências e am...
Em 1984, Calvino foi convidado pela Universidade de Harvard a realizar as Charles Eliot Norton Poetry Lectures - um ciclo de seis conferências que têm lugar no decorrer de um ano l...
Os olhares de Harriet e David cruzaram-se durante uma festa de empresa, à qual nenhum dos dois tivera muita vontade de ir. De copo na mão, ambos observavam os restantes convidados,...
«Faca, algodão, casco, lixívia, dor, pelo, beatitude: enquanto sai de si mesma, Blandine é tudo isto. É cada morador do seu prédio de apartamentos. É lixo e querubim, um chinelo no...
Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva até à ilha onde a mãe está enterrada, para visitar o seu túmulo. Estas viagens acabam por ser um convite...
Esta é uma história de ruptura social. Denise Lesur tem vinte anos e é a primeira da sua família a frequentar o ensino superior. Os pais, proletários e com escassa instrucção, pouc...