AS MINHAS LEITURAS: "Um Amor Feliz" de David Mourão-Ferreira

 

ⒸLivros com Gipsofila

Ficha do Livro

Autor: David Mourão-Ferreira
Editor: Presença
N.º de Págs.:
299
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2009
Classificação: Romance
Sinopse: ... a maravilha que deve ser escrever um livro: a invenção dentro da memória; a memória dentro da invenção; e toda essa cavalgada de uma grande fuga, todo esse prodígio de umas poligâmicas núpcias, secretas e arrebatadas, com a feminina multidão das palavras: as que se entregam, as que se esquivam; as que é preciso perseguir, seduzir, ludibriar; as que por fim se deixam capturar, palpar, despir, penetrar e sorver, assim proporcionando, antes de se evaporarem, as horas supremas de um amor feliz. Não há matéria mais carnalmente incorpórea; nem mais disposta a por amor ser fecundada. [pág. 229]

Comentário

David Mourão-Ferreira é um escritor de outra época. A linguagem da sua escrita não é comum nos dias de hoje. É de facto um inteletual, na verdadeira aceção do termo. E por isso não é um livro instagramável ou um livro de booktok.
Pessoalmente, não foi um livro que me tenha apaixonado. O tema principal, se olharmos de forma estrita e afunilada, é a constante infidelidade do personagem principal e a volúpia de corpos e sensações e olhares e toques. Não tem nada a ver comigo. Mas tem a ver com o autor David Mourão-Ferreira.
Eu, como mulher, não me sinto verdadeiramente valorizada porque não sou apenas um corpo, sou muito mais do que isso. E neste livro o autor pretende centralizar a figura da mulher na sociedade, como se todos os males adviessem dessa falta.
Não me revejo nessa forma de viver o amor poligâmico. 

Contudo, há bastante sátira à sociedade.
E também é interessante ver a dinâmica das personagens com os meios de comunicação da altura, como os telefones e as cartas. O tempo de resposta é totalmente diferente do agora.

Bom, assim como eu não sou apenas e só um corpo, David Mourão-Ferreira foi muito mais do que as suas aventuras amorosas, foi poeta, professor, pai, avô, conselheiro e amigo. Não seria justo reduzir o homem à sua conduta (i)moral e esquecer tudo o que fez para beneficiar o ensino da literatura e a promoção da leitura em geral. Por isso, partilho nos links abaixo a pesquisa que fiz e os vídeos que vi sobre o autor e esta obra "Um Amor Feliz":


Espero que David Mourão-Ferreira continue a ser lembrado pelas suas obras de grande valor inteletual, que continue a ser descoberto, que continue a ser amado. 😊


Desafio Literário

📚Lê Português 26 na categoria «Título com três palavras».


WOOK é Novidade? - "A Mais Bela Maldição de Rui Couceiro



A Mais Bela Maldição

 


O que podem ter em comum uma baronesa quase centenária da Toscana, um antigo pescador da Póvoa de Varzim e um condutor de camiões do lixo de Bogotá? Uma profunda e incontrariável ligação aos livros, que os levou a dedicarem-lhes toda ou boa parte das suas vidas.

Depois de dois romances aclamados pela crítica, Rui Couceiro viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura.

Não perca!






Retratos de Abril - "Alçada Baptista, o escritor dos afetos e emoções"

 


    A 29 de janeiro de 1963 saiu o primeiro número de uma revista que viria a marcar a década de 1960: chamava-se “O Tempo e o Modo” e era dirigida pelo escritor António Alçada Baptista, que assinava um dos artigos de fundo do número inaugural. Na sua secção “Artes e Letras”, a revista deu voz a escritores e artistas que, simultaneamente, não era alinhados com o regime ditatorial mas, também, não se reviam na estética neorrealista, na altura professada sobretudo pelos intelectuais de esquerda.
    Descubra a vida deste escritor e humanista neste episódio do podcast Retratos de Abril, originalmente lançado nos 50 anos da Revolução em Portugal em 2024.


"Não fomos feitos para levantar às 6h para ir para o emprego, não é este o projeto humano."
António Alçada Baptista

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CONSULTA ABERTA: “Nas minhas consultas prescrevo Adília Lopes, porque é bonito e porque os meus utentes se vão relacionar”: o papel da arte na nossa saúde.

 


    Quantas vezes já foi influenciado por um livro, por um filme ou pela letra de uma canção? Este é um podcast sobre saúde e, por isso mesmo, também sobre arte.
    Para perceber porquê, Margarida Graça Santos convida Sofia de Carvalho, médica e artista, autora de "No Meu Corpo Moram Pássaros Cor de Vento e Muitas Outras Coisas", livro que é um exemplo claro de como cultura e saúde se cruzam mais vezes do que imaginamos.
    Nesta 'Consulta Aberta', não se prescrevem medicamentos, não se fazem diagnósticos nem se avaliam sintomas. Mas faz-se algo igualmente essencial para a saúde: falar de arte.


Nesta 'Consulta Aberta', não se prescrevem medicamentos, não se fazem diagnósticos nem se avaliam sintomas. Mas faz-se algo igualmente essencial para a saúde: falar de arte. As medicas Margarida Graça Santos e Sofia Bodas de Carvalho conversam sobre a importância de uma ‘prescrição cultural’. Ouça aqui o podcast.



Dia Mundial do Livro | 23 de Abril de 2026



​O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1995 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril.
No ano em que se assinalam os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas associa-se à comemoração desta data através do cartaz oficial do Dia Mundial do Livro 2026.
“Democracia e Cidadania” é o mote que inspira não só o cartaz, como também o conjunto de iniciativas promovidas pela DGLAB ao longo do mês de abril.
A ilustração é da autoria de Carolina Celas, distinguida com menção honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2025, e encontra-se disponível nesta página para descarregamento.


BIBLIO Felgueiras 2026 - VI Edição




Programa de domingo, 19 de abril

11h30 - Hora do Conto com Alda Casqueira.
15h30 - Conversa com Inês Maria Meneses e Tozé Brito, com moderação de Raquel Patriarca.
16h30 - Conversa com Rui Couceiro e Carlos Té, também com moderação de Raquel Patriarca.


💙💚💛💜


Este ano participei apenas num dia da BIBLIO Felgueiras 2026. E foi um dia em cheio!

De manhã participei com o meu filho à hora do conto com a Alda Casqueira e foi espetacular. Ela contou muitas histórias e cantou canções. Foi tão bonito! Partilho duas das canções que toda a gente sabia, tanto miúdos como graúdos.

 



À tarde foi a vez de assistir às conversas com o meu marido. Gostamos imenso de conhecer mais um pouco dos bastidores da música, nomeadamente a criação das letras. Ficou prometido comprarmos os livros destes autores. Não sabemos quando, mas já adicionamos à nossa wishlist. 😉


Aproveito para partilhar algumas fotos que o Município de Felgueiras disponibilizou:











AS MINHAS LEITURAS: "Todos Vulneráveis" de Luísa Beltrão


ⒸLivros com Gipsofila

 

Ficha do Livro

Autor: Luísa Beltrão
Editor: Presença
N.º de Págs.: 
296
Coleção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2008
Classificação: Thriller
Sinopse: Uma professora universitária de sólida formação positivista, que até então vivera na cidade de Berkley (EUA), sofre uma súbita reviravolta na sua vida. A morte do pai e o fim do casamento trazem-na até Portugal onde uma paixão tardia a prende irresistivelmente. Matilde assume a direção do clube de bridge de Filipe, mas aquele é outro mundo onde os seus conhecimentos são duramente postos à prova. Alguém diabolicamente inteligente, começa a enviar cartas anónimas, de denúncia, fazendo dela, perversamente, a sua aliada. Matilde sente-se pela primeira vez...vulnerável. Apesar disso aceita o desafio, sentindo que está a ser jogada «numa espécie de jogo detetivesco».
E sempre as mesmas perguntas a persegui-la: Porque foste escolhida? Que prazer tiras tu desse jogo perverso?
E o círculo vai-se fechando em torno de um número de pessoas cada vez menor... Cada personagem irá, pouco a pouco, revelar-se sem a máscara...

Comentário

Este é o primeiro livro da autora que li. Gostaria de ter começado pela tetralogia "Uma História Privada", mas como só tenho um volume, optei por este thriller psicológico "Todos Vulneráveis".
Gostei muito das personagens, do enredo e do mistério! A forma de escrita de Luísa Beltrão também é muito boa!

Mas a capa não me agradou plenamente...
Eu sei que o ambiente nas casas de jogo deve ser sofisticado e elegante, daí a imagem da capa ser as pernas de uma mulher, com sapatos de salto alto, e a mão dela segura a carta do Ás de Espadas.
Também sei que no brigde as espadas são o naipe mais forte.
E eu até pensava que era a própria Matilde, personagem principal, retratada na capa. Mas agora sei que é outra pessoa. 😏
Bom, por isso, pedi ao ChatGPT três sugestões de capas para novas reedições do livro e gostei de todas! Acho que têm mais a ver com a narrativa.

As três capas de livros foram feitas no ChatGPT

 

Desafio Literário

📚Mant'Anual 26 na categoria «Escolhido ao Acaso».
📚Lê Português 26 na categoria «Com mais de 250 páginas».